Manaus | 4 de junho de 2026 | 12:53:28

Google será investigado por cinquenta procuradores-gerais que se uniram nos EUA

A ação legal tem a finalidade de garantir a concorrência para o consumidor e as pequenas empresas na economia da Internet.

O Google era elogiado até recentemente como uma das grandes máquinas do poder econômico dos EUA. Agora, diante da escadaria da Suprema Corte em Washington, meia centena de procuradores gerais –todos, exceto os da Califórnia e Alabama– formalizaram o início de uma investigação antimonopólio da tecnológica de Mountain View pelo temor de que, com seu crescente domínio, esteja atentando contra os princípios do livre mercado. Outro grupo de procuradores anunciou na sexta-feira uma ação semelhante contra o Facebook.

poder de mercado alcançado pelas grandes empresas de tecnologia é uma preocupação crescente que não faz distinção entre cores políticas. A ofensiva de vários Estados é liderada pelo procurador-geral do Texas, o republicano Ken Paxton. Já na convocatória foi apresentada como uma iniciativa “bipartite”, focada no modo como a filial da Alphabet coleta dados e em como protege sua posição dominante.

O exame dará especial relevância ao poder do Google no mercado de publicidade eletrônica. Os procuradores presumem que o Google faz algo errado. Mas, para poder exigir algum tipo de solução, precisam antes determinar como viola as regras. Assim, Paxton fez uma citação aos funcionários da tecnologia Mountain View para que forneçam quaisquer evidências que demonstrem que houve um abuso de posição dominante.

Maura Healey, procuradora-geral de Massachusetts, ressalta que seu propósito é que o mercado seja “justo e aberto a todos”. Google e Facebook agem como um duopólio no negócio de publicidade digital. A Califórnia, sede das grandes empresas de tecnologia, não participa da coalizão, apesar de seu procurador, Xavier Becerra, se declarar firmemente comprometido em combater qualquer comportamento anticompetitivo.

“É uma investigação para determinar os fatos”, insistiu o procurador do Texas, “e são os fatos que nos levarão aonde tiverem que nos levar”. O Google, eles concordam, é quem direciona o tráfego na grande autopista da Internet, e é por isso que sua obrigação é proteger o consumidor e as pequenas empresas. Karl Racine, do Distrito de Colúmbia, acrescenta que é por isso que “atuam como um”.

Fonte: El País 

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