Manaus | 4 de junho de 2026 | 12:58:19

Putin diz que motim do grupo Wagner seria “destruído” de qualquer forma

“Desde o começo houve esforços para neutralizar a ameaça do motim armado”, afirmou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta 2ª.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou, nesta segunda-feira (26/6), que motim armado do grupo Wagner seria “destruído” mesmo sem o acordo para pôr fim à hostilidade. O líder do país comentou sobre o assunto pela primeira vez após sofrer a ameaça dos mercenários no sábado (24/6).

“Nenhuma chantagem vai ter resultados. Toda a sociedade russa, todos estávamos unidos pela responsabilidade, pelo destino da nossa terra mãe. Desde o começo houve esforços para neutralizar a ameaça do motim armado”, declarou Putin.

Durante o pronunciamento oficial, Putin agradeceu os camandantes e soldados da Rússia, que, segundo ele, evitaram o “derramamento de sangue”. Após quase três dias, o presidente russo fez um pronunciamento oficial à população russa para falar sobre o motim armado.

O presidente russo reforçou que a maioria dos integrantes do grupo Wagner é de patriotas. Putin ainda afirmou que manterá a promessa de não processar os mercenários que buscarem asilo em Belarus — o líder do país, Alexander Lukashenko, teve um “papel fundamental” no acordo entre os mercenários e o Kremlin.

Mais cedo, o líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, comunicou que a marcha a Moscou, abortada após negociações com o governo russo, tratava-se de um protesto contra o Ministério da Defesa e não tinha objetivo de derrubar Putin.

Em um vídeo de 11 minutos, Prigojin afirmou que a marcha em direção a Moscou revelou “problemas de segurança muito sérios”. Ele também criticou as forças militares da Rússia. Segundo ele, a invasão à Ucrânia terminaria “muito mais cedo” caso atuassem com a mesma eficácia do grupo Wagner.

Para Prigojin, caso os mercenários do Wagner tivessem realizado o primeiro ataque no ano passado – primeira investida das forças russas em fevereiro de 2022 –, “a operação militar especial na Ucrânia” teria acabado “muito mais cedo”.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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