Manaus | 4 de junho de 2026 | 16:17:26

Médica que atendeu criança morta torturada: “Não era de ontem”

A criança foi torturada e morta no Rio de Janeiro. Hospital apontou 59 lesões pelo corpo e “sinais severos” de violência.

A médica Ana Cláudia Regert, que atendeu a criança de 2 anos que morreu torturada na última quinta-feira (2/3) na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), afirmou que os sinais de agressão eram antigos.

A menina Quenia Gabriela Oliveira Matos de Lima chegou ao hospital sem vida, “com sinais severos de violência”. O pai e a madrasta foram presos em flagrante pelo crime.

Cláudia foi a responsável por identificar que o atendimento não se tratava de uma consulta qualquer e que a criança já estava desfalecida.

“Quando me viram de jaleco começaram a gritar falando que ela não estava respirando. Retirei a criança e fui para parte interna da unidade para avaliar. Ela já estava desfalecida, em estado cadavérico, mostrando que a meu ver, já tinha bastante tempo que tinha acontecido, não minutos, como eles tinham relatado”, disse a médica, em entrevista à TV Globo, sobre o pai e a madrasta de Quenia, Marcos Vinícius Lino e Patrícia André Ribeiro.

De acordo com Márcia Helena Julião, titular da 43ª DP (Guaratiba), a menina apresentava 59 lesões pelo corpo: “O crime bárbaro chocou a todos os policiais desta unidade e causou grande comoção, diante dos atos cruéis de tortura”, destacou a delegada.

Caso notado em Clínica da Família

O caso chegou à polícia após uma médica da Clínica da Família Hans Jurgen Fernando Dohmann, em Guaratiba, procurar a delegacia depois de ver o estado da criança, levada à unidade de saúde pelo pai.

Segundo a profissional, Quenia chegou ao hospital sem vida, “com sinais severos de violência”, – entre eles, queimadura no umbigo e fissura no ânus.

Os policiais foram até a clínica e prenderam Marcos Vinicius Lino, o pai da criança, e a madrasta, Patricia André Ribeiro. Eles responderão por homicídio.

 

 

 

Fonte: Metrópoles

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