Em uma história macabra, como em filmes de terror, um jovem mineiro chamado nas redes sociais de “aprendiz de Jeffrey Dahmer” foi preso no aeroporto de Lisboa com documentos falsos e pedaços de carne humana na bagagem.
Às autoridades locais, o jovem Begoleã Fernandes, de 26 anos, confessou ter matado a facadas o brasileiro Allan Gomes, de 21 anos. O homicídio ocorreu no último domingo (26), na Holanda.
O suspeito defendeu que o motivo do crime foi supostamente legítima defesa, pois o amigo teria ameaçado matá-lo para comê-lo em um churrasco. Ainda segundo ele, Allan teria tentado assassiná-lo após oferecer carne humana para consumo e lhe mostrar vídeos de canibalismo.
A carne não era da vítima de homicídio
A carne de origem humana apreendida com Begoleã não pertence à Allan. A polícia holandesa informou que o corpo da vítima permanece intacto. O brasileiro disse que o material levado nas bagagem era “prova” e foi recolhido em um pote de plástico para ser apresentado como evidência contra o colega assassinado no fim de semana.
Irmã da vítima nega
Kamila Lopes, irmã de Allan Lopes, negou que ele fosse canibal, ela residia com ele e a mãe na Holanda, há cerca de 7 anos. A família viajava para Paris no dia do crime e Allan estava sozinho em casa.
“Não sei se em algum momento ele [Begoleã Fernandes] estava com alguma alteração psicológica e criou isso na cabeça dele, acreditou. A gente não sabe, de verdade, como, quando, onde e porque isso de fato aconteceu, o que ele criou na mente dele para acreditar em uma história dessa”, disse a jovem enlutada.
Personalidade psicótica
O suspeito foi descrito como “perigoso, psicótico e com treino de artes marciais” pelas autoridades holandesas, em documento enviado à Portugal.






