Manaus | 4 de junho de 2026 | 17:23:05

Twitter tinha “lista negra” secreta contra conservadores para impedir visibilidade de usuários

Investigação sobre o funcionamento da plataforma mostra uma série de ações arbitrárias para atingir usuários do espectro político de direita.

O Twitter manteve uma “lista negra secreta” de tópicos e contas de usuários conservadores para impedi-los de crescerem na plataforma, segundo informações internas obtidas pela jornalista Bari Weiss e publicados na própria plataforma. O conteúdo foi compartilhado pelo bilionário Elon Musk, que recentemente comprou a rede social.

De acordo com os dados, diversas personalidades foram inseridas nesta ficha corrida da plataforma, incluindo comentarias conservadores de grande influência, como Dan Bongino e Charlie Kirk.

O Twitter também passou a calar quem questionava restrições contra a Covid, especialmente as praticadas por autoridades governamentais. Um dos alvos foi o médico Jay Bhattacharya, de Stanford, que alegou que os bloqueios prejudicavam as crianças sem aulas. Por ousar questionar, o profissional de Saúde teve sua conta silenciada.

Internamente, a censura massiva e coordenada era chamada mecanismos “filtrar a visibilidade”, relatou Weiss.

— Considere a filtragem de visibilidade como uma maneira de removermos o que as pessoas vêem em diferentes níveis. É uma ferramenta muito poderosa — descreveu a comunicadora.

Segundo ela, o Twitter passou a operar seguintes ações: bloquear as pesquisas de usuários individuais; tornar um tweet específico menos fácil de encontrar; bloquear postagens da página de “tendência” (trending topics) e a removê-las das pesquisas por hashtag.

Em um Print Screen (captura de tela), Bari mostrou como a conta conservadora Libs of TikTok foi censurada pela plataforma. Uma taxa de aviso foi aplicada ao perfil: “Não tome medidas sobre o usuário sem consultar o SIP-PES”, referindo-se à “Política de Integridade do Site, Suporte de Escalação de Política”.

Os documentos, entre outras coisas, detalham como o Twitter, em outubro de 2020, decidiu censurar as reportagens do New York Post sobre o conteúdo do laptop de Hunter Biden, filho de Joe Biden, demonstrando claros interesses políticos.

Todo o material veiculado pela jornalista faz parte do que é chamado The Twitter Files, que traz uma série de denúncias sobre os bastidores da rede social. Todo o material tem sido amplamente difundido por Elon Musk. “Tudo o que encontrarmos será publicado”, reiterou Musk.

 

 

Fonte: Conexão Política

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