Analistas explicam que a estatal pode ter dificuldades com a importação dos combustíveis e correr o risco de desabastecimento.
Diante da alta dos combustíveis, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou nesta quinta-feira (3/2) que a estatal está se esforçando para explicar ao Congresso Nacional e à população que não pode segurar preços do petróleo.
“A gente tem visto que isso tem sido entendido, mas a Petrobras não pode segurar preços. Trabalha em cima da legalidade, tem de praticar preços de mercado”, explicou. Na avaliação dele, a empresa tem de seguir a lei das estatais, das sociedades anônimas e, também, o próprio estatuto.
“Sabemos do prejuízo que é tentar segurar preços de forma artificial. Primeiro, vamos perder muitos investimentos, dificultar importação”, acrescentou.
Analistas explicam que, ao segurar preços, a petrolífera pode ter dificuldades com a importação dos combustíveis e, por consequência, correr o risco de desabastecimento.
Silva e Luna disse ainda que a empresa teve resultado positivo de R$ 31,142 bilhões no terceiro trimestre de 2021. Com o resultado, foi possível cobrir o prejuízo de R$ 1,5 bilhão do mesmo período do ano passado.
PEC dos Combustíveis
A declaração ocorre em meio a um debate sobre a criação de proposta de emenda à constituição (PEC) do governo federal para estabilizar a alta no preço dos combustíveis. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, na segunda-feira (31/1), que a PEC deve afetar somente o óleo diesel.
A afirmação veio após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. À imprensa Lira disse que não haverá um fundo de estabilização. “Nessa questão do combustível, vim me inteirar do que se tem, e está afastada a possibilidade do fundo, e na questão da gasolina e do álcool aparentemente também”, pontuou o parlamentar.
“Vai se focar no óleo diesel. Vamos ver que tipo de medida vai ser tomada para o gás, que é importantíssimo e que atinge uma camada da população muito carente”, continuou.
Fonte: Metrópoles





