O aumento no número de sepultamentos na cidade de Manaus por causa da pandemia do coronavírus pode causar a falta de caixões em todo Amazonas. A avaliação é da Associação das Empresas Funerárias do Estado do Amazonas.
Antes da crise provocada pelo coronavírus, eram realizadas em Manaus a média de 30 sepultamentos por dia. Há duas semanas o número subiu para 80. Nesta semana, a média diária chegou a 89. Houve dias, como o domingo, quando foram sepultadas 122 pessoas.
Se os números continuarem nesse ritmo de crescimento, a disponibilidade de caixões será para, no máximo, dez dias, avalia a Associação das Empresas Funerárias.
“Com a média atual de mais de 100 óbitos por dia, em menos de um mês chegaremos aos 3 mil. Não temos estoque de caixões para isso”, afirma o presidente da Associação das Empresas Funerárias do Amazonas, Manuel Viana.
Uma alternativa extrema pode ser o uso de urnas de papelão, como acontece no Equador, onde existe uma crise funerária causada pelo coronavírus.
O problema é que Manaus não possui fábricas de urnas funerárias. Os caixões são comprados em São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Manaus possui apenas uma montadora de caixões, que fornece no máximo 20 unidades por dia.








