Manaus | 29 de outubro de 2026 | 20:46:30

TSE desmente alegação de fraude envolvendo eleitores habilitados sem biometria

Uma informação compartilhada nas redes sociais sobre milhões de eleitores habilitados a votar sem validação biométrica distorce dados da Justiça Eleitoral e sugere irregularidades sem apresentar provas de fraude.

O procedimento, no entanto, é previsto nas regras eleitorais e permite que cidadãos exerçam o direito ao voto quando não possuem cadastro biométrico ou quando a leitura da digital não funciona.

Nesses casos, a identificação é realizada por meio de procedimentos de segurança. O mesário confere um documento oficial com foto e solicita informações adicionais para confirmar a identidade do eleitor, conforme as normas aplicáveis.

A liberação manual também envolve registros de controle, incluindo a identificação biométrica do mesário e a assinatura do eleitor no caderno de votação. O procedimento não altera o funcionamento da urna eletrônica nem compromete o sigilo do voto.

Os números divulgados como suposta evidência de irregularidades também precisam ser analisados dentro do contexto histórico. Em eleições anteriores, milhares de eleitores já precisaram passar pelo procedimento de identificação sem validação da digital.

A desinformação ganhou força após a circulação de um relatório anônimo nas redes sociais, que utilizou dados eleitorais para levantar suspeitas sobre a votação. Checagens publicadas por veículos especializados apontaram problemas na interpretação dessas informações.

Até o momento, os dados apresentados nessa alegação não comprovam a existência de fraude eleitoral. A verificação de informações sobre o processo de votação deve considerar os esclarecimentos e os registros oficiais da Justiça Eleitoral.

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