O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula sua permanência no comando da Casa em 2027 e afirma ter pelo menos 48 votos para conquistar a reeleição. Segundo informações atribuídas a interlocutores, ele não pretende pautar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente do ministro Alexandre de Moraes.
Alcolumbre também sinalizou disposição para disputar a presidência do Senado contra qualquer candidato indicado pelo PL. A movimentação ocorre em meio à articulação do partido para lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, na disputa.
Apesar de o PL projetar a maior bancada da Casa a partir de fevereiro, com 29 senadores, a eleição para a presidência depende da formação de alianças e da contagem de votos entre os parlamentares.
O Centrão no centro das articulações
Um dos fatores apontados como relevantes para a estratégia de Alcolumbre é a aproximação com partidos do Centrão, que buscam preservar espaço e influência no Congresso Nacional.
Na Câmara dos Deputados, o movimento de articulação também já ocorreu em torno de Hugo Motta (Republicanos-PB). Em nota divulgada após reunião em 14 de outubro, partidos como União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSD, Podemos, PSDB-Cidadania e Solidariedade manifestaram apoio à continuidade de Motta na presidência da Casa.
As movimentações indicam que a sucessão no comando do Congresso será marcada pela disputa por alianças partidárias, em um cenário no qual o tamanho das bancadas é importante, mas não garante, isoladamente, a vitória.






