MANAUS (AM) – O cenário em frente à Escola Estadual Farias de Brito, localizada no bairro Praça 14 de Janeiro, transformou-se em um retrato de abandono em pleno domingo de eleições. Quem compareceu ao local para exercer o direito ao voto se deparou com um verdadeiro lixão a céu aberto, tomado por urubus, vetores e um forte odor de podre.
A situação gerou revolta nos eleitores que precisavam transitar pela calçada da instituição, que funciona como zona eleitoral ativa.
FALTA DE COLETA E DESCARTE IRREGULAR
O problema é crônico e escancara duas frentes de negligência. De um lado, a falta de conscientização de parte da população e de comerciantes da área, que continuam descartando resíduos de forma inadequada na calçada, mesmo sabendo do fluxo de pessoas previsto para o fim de semana.
Do outro lado, a ausência de uma ação preventiva eficaz por parte da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). Sabendo da importância do local como ponto de votação, o comitê de limpeza deveria ter garantido a desobstrução e a higienização das vias no entorno da escola antes da abertura das urnas.
RELATO DOS ELEITORES
“O fedor de podre está insuportável, não dá nem para respirar. É uma vergonha a gente vir votar e ser recebido por urubus comendo lixo na porta da escola”, desabafou um eleitor que preferiu não se identificar.
Além do desconforto causado pelo mau cheiro, a presença das aves e o acúmulo de sujeira representam um risco direto à saúde pública e à segurança sanitária dos cidadãos, fiscais e mesários que passam o dia no local.
O QUE DIZEM OS RESPONSÁVEIS?
Até o fechamento desta matéria, a Semulsp não havia enviado equipes para realizar a remoção emergencial dos resíduos no local. O espaço segue aberto para o posicionamento oficial dos órgãos públicos municipais.
Texto e fotos: Leda Passos Ferraz






