O Brasil continua enfrentando uma realidade alarmante: mulheres seguem perdendo a vida vítimas de feminicídio, muitas vezes pelas mãos de companheiros ou ex-companheiros. Seis casos registrados em diferentes estados mostram a dimensão dessa violência e a urgência de medidas capazes de impedir novas tragédias.
Kelle Cristina, de 44 anos, mãe de dois filhos, foi assassinada a tiros em Santo Antônio de Jesus, na Bahia. Danny Gomes, de 21 anos, mãe de uma criança pequena, foi esfaqueada pelo ex-namorado e não resistiu aos ferimentos.
Gerssica Vieira, de 31 anos, foi morta a tiros pelo companheiro em Funilândia, Minas Gerais. Após o crime, ele divulgou uma foto do corpo dela nas redes sociais e, posteriormente, morreu durante um confronto com policiais militares.
Em Imperatriz, no Maranhão, Juliana dos Santos Menezes, cabo da Polícia Militar, foi assassinada a tiros dentro de um carro. Após o crime, o companheiro morreu por suicídio.
Ester Fagundes, de 27 anos, foi assassinada em João Pessoa, na Paraíba. Segundo a perícia, ela sofreu cerca de 26 facadas. Após o crime, o companheiro também morreu por suicídio.
Já Daiana Gisele, de 38 anos, foi assassinada em Ipira, Santa Catarina. Ela tinha medida protetiva e acionou o botão do pânico, mas não sobreviveu. Mãe de dois filhos, Daiana também cuidava da avó, de 84 anos.
Por trás de cada caso existem famílias destruídas, crianças que ficam sem as mães e histórias interrompidas pela violência. As seis vítimas representam uma realidade que não pode ser tratada como algo cotidiano.
O caso de Daiana levanta um questionamento urgente sobre a eficácia dos mecanismos de proteção. Embora medidas protetivas e dispositivos de emergência sejam fundamentais, é necessário garantir que os pedidos de socorro sejam atendidos rapidamente e que mulheres ameaçadas recebam acompanhamento efetivo.
É preciso ampliar a fiscalização das medidas judiciais, fortalecer o monitoramento de agressores, avaliar os riscos de cada caso e garantir estrutura para que as forças de segurança possam agir a tempo. O acionamento de um botão de emergência precisa representar uma possibilidade real de proteção, e não apenas uma tentativa de escapar da violência.
O combate ao feminicídio exige prevenção, atendimento especializado e respostas firmes diante das ameaças. Nenhuma mulher deveria precisar viver com medo de ser assassinada por alguém com quem manteve um relacionamento.
Mais do que lamentar cada nova vítima, o Brasil precisa transformar indignação em ações concretas. Proteger mulheres significa agir antes que seja tarde demais.
Redação: Leda Passos | Estudante de Jornalismo – A REPÓRTER






