As fortes chuvas registradas na bacia do Rio Iguaçu provocaram uma cheia de grandes proporções nas Cataratas do Iguaçu, no Paraná. Na segunda-feira (12), a vazão atingiu 11,8 milhões de litros por segundo, um dos maiores volumes registrados em 2026.
O número representa quase oito vezes a média histórica do local, estimada em 1,5 milhão de litros por segundo. A força da correnteza transformou a paisagem das quedas e exigiu medidas preventivas para garantir a segurança dos visitantes.
No lado brasileiro, a administração do Parque Nacional do Iguaçu determinou o fechamento temporário da passarela que dá acesso à Garganta do Diabo, além das trilhas das Bananeiras e do Poço Preto. As áreas mais próximas do leito do rio foram isoladas devido aos riscos provocados pelo aumento do volume de água.
Apesar das restrições, o parque permaneceu aberto para visitação, com a trilha panorâmica e os mirantes elevados disponíveis ao público, conforme as condições de segurança estabelecidas pela administração.
Na Argentina, a situação foi ainda mais restritiva. O Parque Nacional Iguazú suspendeu as atividades turísticas após a vazão ultrapassar 12 milhões de litros por segundo, também em decorrência das chuvas intensas.
O aumento expressivo da vazão exige monitoramento constante, já que as condições do rio podem mudar rapidamente. A reabertura dos acessos interditados depende da redução do volume de água e da avaliação das condições de segurança.






