Um relatório de 126 páginas do banco internacional Morgan Stanley aponta que o Brasil poderá seguir caminhos muito diferentes após as eleições.
A análise destaca o alto nível de gastos obrigatórios do governo, que representam mais de 91% das despesas públicas. Entre eles estão Previdência, salários, seguro-desemprego, programas de transferência de renda e precatórios.
O estudo também chama atenção para a elevada carga tributária, o déficit das contas públicas e os juros reais, que estão entre os mais altos do mundo.
Em um cenário negativo, sem um plano considerado convincente para controlar os gastos, a economia poderia crescer pouco. A Selic chegaria a 15,5%, o dólar poderia alcançar R$ 6 e a dívida pública superar 100% do PIB até 2033.
Já em um cenário positivo, com controle das despesas e avanço de reformas, a Selic poderia cair para 9,75%, o dólar ficar próximo de R$ 4,50 e a Bolsa alcançar 250 mil pontos.
Entre as medidas citadas estão mudanças nas regras de reajuste do salário mínimo, alterações na vinculação de recursos para saúde e educação e uma reforma administrativa.
O relatório aponta que as decisões do próximo governo serão fundamentais para definir se o país entrará em um período de recuperação ou enfrentará novos desafios econômicos.








