A tragédia começou no alto do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, quando uma parte de uma geleira se desprendeu a cerca de 5.200 metros de altitude e despencou pela encosta, carregando gelo, pedras e sedimentos.
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O material atingiu o rio Lhende e formou temporariamente uma espécie de barreira natural. Quando essa barreira se rompeu, uma enorme quantidade de água e detritos desceu rapidamente pela região, provocando uma inundação repentina e destrutiva.
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A correnteza atingiu o rio Lhende Khola e avançou pelos rios Bhote Koshi e Trishuli, levando água, lama e pedras para áreas habitadas. Pontes, estradas, casas e outras estruturas foram destruídas ou soterradas.
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As informações divulgadas nesta quinta-feira (27) apontam para mais de 270 mortos e mais de 1.300 desaparecidos no Nepal e no Tibete. O número ainda pode mudar conforme as equipes de resgate conseguem chegar às áreas mais atingidas.
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Inicialmente, chegou a ser levantada a possibilidade de um terremoto ter provocado o desastre. Porém, o Serviço Geológico dos Estados Unidos informou posteriormente que o sinal sísmico registrado foi causado pelo próprio deslizamento de gelo e rochas, e não por um terremoto.
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Especialistas também investigam a influência do aquecimento da região. As geleiras do Himalaia vêm perdendo gelo rapidamente, o que pode aumentar a instabilidade de encostas e elevar o risco de eventos desse tipo, embora ainda não seja possível afirmar que as mudanças climáticas causaram diretamente este colapso.
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As buscas por desaparecidos e os trabalhos de resgate continuam, enquanto autoridades avaliam os danos provocados pela tragédia.


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