O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou os bancos Nubank e Inter após uma vítima perder R$ 51 mil em um golpe aplicado na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
Segundo a decisão, as instituições financeiras falharam ao não identificar e bloquear movimentações consideradas suspeitas realizadas por meio do sistema Pix durante a ação criminosa.
O caso envolve o chamado “golpe do bilhete”, modalidade em que criminosos manipulam emocionalmente a vítima para convencê-la a realizar transferências bancárias e entregar valores elevados.
De acordo com o processo, o dinheiro foi transferido para contas ligadas aos golpistas. A Justiça entendeu que os bancos deveriam ter adotado mecanismos de segurança mais eficientes para detectar operações fora do padrão habitual da cliente.
Na decisão, o STJ destacou que as instituições financeiras possuem responsabilidade na prevenção de fraudes eletrônicas e devem agir rapidamente diante de movimentações atípicas que possam indicar golpes.
O entendimento reforça a obrigação dos bancos de investir em sistemas de monitoramento e proteção contra crimes financeiros praticados por meios digitais.
Especialistas afirmam que o aumento das transações instantâneas via Pix também elevou o número de golpes financeiros em todo o país, exigindo atenção redobrada tanto dos usuários quanto das instituições bancárias.







