A Polícia Civil concluiu que a morte do menino Benício, de 6 anos, em Manaus, foi causada por um erro médico considerado grave, após a aplicação inadequada de adrenalina.
De acordo com a investigação, a medicação foi administrada diretamente na veia, quando o correto seria por inalação. A substância, classificada como de alta vigilância, provocou uma overdose que levou ao agravamento do quadro da criança.
Benício havia dado entrada no Hospital Santa Júlia com sintomas leves, como tosse seca, e sem sinais iniciais de gravidade. Após a aplicação do medicamento, ele passou mal e foi encaminhado à UTI, onde morreu cerca de 14 horas depois.
A médica responsável pela prescrição, a técnica de enfermagem que aplicou a medicação e diretores da unidade hospitalar foram indiciados. Segundo a polícia, houve falhas na conduta profissional e também problemas estruturais no hospital, como falta de profissionais e ausência de conferência adequada da prescrição.
O inquérito também aponta que a médica tentou atribuir o erro a uma suposta falha no sistema, versão que foi descartada após perícia técnica.
A família da criança cobra justiça e espera que os responsáveis sejam punidos. Os envolvidos devem responder ao processo, e o caso pode ser levado a júri popular.





