BRASÍLIA – Durante a sabatina do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, realizada nesta quarta-feira (29), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), subiu o tom das críticas ao governo federal.
O parlamentar utilizou seu tempo de fala para questionar a integridade das gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cobrar explicações sobre a atuação da AGU em casos recentes.R
ecorrência de Escândalos
Em um discurso incisivo, Flávio Bolsonaro afirmou que os maiores casos de corrupção da história do país ocorreram sob as gestões petistas. O senador relembrou episódios como o Mensalão e o Petrolão, utilizando-os como pano de fundo para questionar a atual conduta do governo. Além dos casos históricos, o parlamentar citou investigações recentes que envolvem o INSS, sugerindo uma continuidade de práticas irregulares.
Cobranças à AGU e Questão dos Aposentados
O ponto central do embate foi a atuação da Advocacia-Geral da União em relação ao bloqueio de recursos de entidades ligadas a descontos em benefícios de aposentados. Flávio Bolsonaro questionou os critérios adotados pelo órgão, apontando uma suposta seletividade.
“Sindicatos e associações não teriam sido incluídos nas medidas de bloqueio”, afirmou o senador, cobrando transparência de Messias sobre por que certas entidades teriam sido poupadas das sanções.
Contexto Político
A sabatina ocorre em um momento de alta polarização, com Flávio Bolsonaro consolidando sua posição como uma das principais vozes da oposição no Senado. A menção direta aos escândalos de corrupção e a cobrança sobre a gestão de recursos públicos reforçam a estratégia da bancada de oposição em focar na fiscalização ética e administrativa do Executivo.Até o fechamento desta edição, a defesa dos citados e a AGU não haviam emitido notas complementares sobre os questionamentos específicos do senador durante a sessão da TV Senado.





