RECIFE (PE) – O que começou como uma denúncia de furto em uma loja de celulares no Centro do Recife se transformou em uma confusão generalizada em um bar na Zona Sul e, finalmente, em uma decisão judicial. A advogada Raquel Varela Alipio, de 37 anos, foi concedida liberdade provisória no último sábado (25), após passar por audiência de custódia.
O Flagrante e a Prisão
Tudo começou na noite de terça-feira (21), quando câmeras de segurança de uma loja na Ilha do Leite registraram o momento em que a advogada coloca dois iPhones (modelos 15 Plus) na bolsa enquanto o vendedor se afasta.Três dias depois, na sexta-feira (24), Raquel foi localizada pelo dono do estabelecimento em um bar no bairro do Pina. A Polícia Militar foi acionada e a abordagem foi marcada por resistência. Em vídeos que circulam nas redes sociais, a advogada aparece tentando evitar o uso de algemas ao se agarrar e entrelaçar as pernas em um dos policiais.
As Acusações e a Defesa
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, Raquel foi autuada por cinco crimes:
Receptação;
Desacato;
Resistência;
Desobediência;
Lesão corporal.
Em sua defesa durante a audiência, a advogada negou o furto. Ela afirmou possuir comprovantes de transferências bancárias que comprovariam o pagamento pelos aparelhos. Além disso, Raquel alegou à Justiça ter sofrido violência policial durante a abordagem no bar, afirmando que a ação dos PMs foi excessiva.
Decisão Judicial e Atualização
O juiz Carlos Fernando Carneiro Valença Filho decidiu pela liberdade provisória, entendendo que não havia requisitos para a manutenção da prisão preventiva. No entanto, o caso está longe de acabar:Aparelhos não recuperados: O empresário Misael Junior, dono da loja, rebateu a versão da defesa e afirmou que os aparelhos furtados ainda não foram devolvidos, apenas um iPhone 15 Plus, encontrado com ela, está sob análise da perícia para confirmar o IMEI.
Investigação em curso:
A Polícia Civil continua investigando o caso para verificar a autenticidade dos comprovantes de pagamento mencionados pela defesa e analisar as denúncias de má conduta policial.Nota: Até o momento, a OAB-PE não emitiu um posicionamento oficial detalhado sobre a conduta ética da profissional, embora o caso tenha gerado grande repercussão na classe jurídica local.
Entenda o Cronograma
21 de abril: Câmeras filmam a advogada colocando aparelhos na bolsa.
24 de abril: Reconhecida em um bar, ela resiste à prisão e se agarra a policial.
25 de abril: Justiça concede liberdade provisória em audiência de custódia.
26 de abril: Empresário afirma que prejuízo ainda não foi ressarcido.Para acompanhar novos desdobramentos, o caso segue tramitando na Comarca do Recife.










