O esporte brasileiro está vivendo uma transformação silenciosa, mas poderosa, e ela é liderada pelas mulheres. Um estudo recente do Instituto Ibope Repucom revela que o interesse feminino por esportes no país saltou 25% entre 2020 e 2025, superando a média nacional de crescimento. O fenômeno tem nomes e sobrenomes: Rayssa Leal, Rebeca Andrade e as judocas medalhistas de ouro.
O grande destaque do levantamento é o skate. Impulsionado pelo carisma e pelas conquistas da “Fadinha” Rayssa Leal, o apelo da modalidade entre o público feminino subiu impressionantes 49%. Além de esporte de alto rendimento, o skate passou a ser visto como um estilo de vida aspiracional para meninas de todas as idades.
O “Boom” das Referências
Se antes as referências eram escassas, hoje as prateleiras de troféus estão cheias de inspiração. O judô, modalidade que mais rendeu pódios ao Brasil, consolidou nomes como Sarah Menezes e Beatriz Souza, criando um caminho de protagonismo que incentiva novas gerações a entrarem nos tatames.
“O Brasil está começando a ter muitas referências de mulheres no esporte. O que elas constroem motiva outras a quererem lutar”, afirma a judoca Larissa Pimenta, medalhista em Tóquio e Paris.
Futebol: O Gigante que Desperta
Embora a ginástica artística (72%) e o vôlei (69%) liderem a preferência das brasileiras, o futebol vem em uma escalada de crescimento de 5% ao ano. Atualmente, 64% das mulheres se dizem fãs da modalidade.
A mudança de patamar do futebol feminino é atribuída à maior visibilidade na TV aberta e ao mundo digital, que aproximou as torcedoras de novos ídolos. Se antes os nomes de Marta e Formiga eram os únicos conhecidos, hoje a nova geração já olha para nomes como Angelina e a goleira Lorena.
Copa de 2027: O Próximo Salto
O horizonte para o esporte feminino no Brasil é ainda mais promissor com a chegada da Copa do Mundo Feminina em 2027, que terá o país como sede pela primeira vez. A expectativa é que o evento funcione como um motor de aceleração, podendo superar o interesse gerado pela Copa Masculina de 2014.
Para especialistas, o contato direto com um Mundial em casa deve consolidar o Brasil não apenas como o país do futebol, mas como o país das mulheres potentes no esporte.





