O australiano Dale Pearce, de 44 anos, decidiu congelar sua cachorra Neren, da raça kelpie australiano, após receber o diagnóstico de câncer terminal do animal. Sem conseguir lidar com a ideia de despedida, ele buscou uma alternativa fora do comum.
Pearce viajou cerca de 10 mil milhas até os Estados Unidos, onde encontrou o Cryonics Institute, em Michigan, instituição especializada em criopreservação. O procedimento consiste em preservar o corpo a temperaturas de aproximadamente -196 °C, com a expectativa de que futuras tecnologias possam permitir a reanimação ou tratamentos hoje impossíveis.
Antes do processo, ele levou Neren para uma última viagem de cerca de duas semanas, passando por lugares como Austrália, Havaí e São Francisco, aproveitando os últimos momentos ao lado da companheira. Quando a saúde da cachorra piorou, ela foi submetida à eutanásia para que o procedimento fosse realizado em seguida.
O custo total da decisão ficou em torno de 40 mil dólares, incluindo viagens e o processo de criogenia. Apesar de não haver garantia científica de reanimação, Pearce afirma que fez a escolha pela chance, mesmo que mínima, de reencontrar sua companheira no futuro.






