ENVIRA (AM) – O som do motor de um quadriciclo e o equilíbrio sobre pontes de maromba ditaram o ritmo da agenda da Professora Maria do Carmo (PL) nesta sexta-feira (17). Longe dos discursos em ambientes controlados, a pré-candidata ao Governo escolheu o “chão da realidade” em Envira para encerrar mais uma etapa de sua jornada pelas calhas do Purus e Juruá.
Envira, que já carregou o título de “Princesinha do Juruá”, foi o cenário de um diagnóstico olho no olho. Acompanhada pelo vereador Ivan da Eró, Maria do Carmo percorreu nove municípios em uma maratona que busca entender as particularidades de quem vive o dia a dia do interior profundo.
O “Mapeamento das Dores”
A estratégia da Professora foge do tradicional. Em vez de grandes comícios, o foco tem sido a escuta ativa. Em Envira, onde os desafios de infraestrutura são visíveis a cada esquina, ela optou por vivenciar o que o morador sente:
Na prática: O uso de quadriciclos e caminhadas por passarelas comunitárias não foram apenas para deslocamento, mas para sentir a logística local.
Ouvindo a base: Cerca de 70% das vias da cidade ainda aguardam por melhorias definitivas, um dado que Maria do Carmo anotou para o seu plano de metas.
“Não se constrói soluções de gabinete sem conhecer as dores de quem está na ponta. O trabalho é mapear para agir com ética e eficiência”, destacou a pré-candidata.
Construção Coletiva
A passagem por Envira reforça o tom de sua pré-campanha: a urgência de um novo olhar para o interior. Para as lideranças locais, a presença da comitiva serve como um termômetro para as futuras políticas públicas do estado.
Sem promessas fáceis, Maria do Carmo encerra a visita com uma promessa de método: usar a transparência e a técnica para transformar o que hoje é lama em caminho para o desenvolvimento. A jornada continua, mas as histórias ouvidas em Envira agora fazem parte do alicerce de seu projeto para o Amazonas.






