Manaus | 3 de junho de 2026 | 03:48:33

Do entretenimento à dívida de R$ 50 mil: O drama da cearense que perdeu tudo para os jogos online

O que começou como uma diversão descompromissada há quatro anos se transformou em um pesadelo real para a extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, a moradora de Fortaleza detalha como o vício em jogos de apostas online, o popular “jogo do tigrinho” e similares, resultou em uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 50 mil e na perda total do controle sobre sua vida financeira e pessoal.

Assíria relata que o envolvimento com as plataformas foi gradual, evoluindo de um passatempo para um padrão compulsivo onde ela apostava todo o dinheiro que tinha em mãos, independentemente do valor. O impacto ultrapassou as barreiras individuais e atingiu em cheio o seio familiar: para tentar quitar os débitos e estancar os juros, os pais da jovem precisaram vender imóveis e bens de uma vida inteira, fazendo com que a família passasse a viver de forma provisória. O caso ainda envolveu empréstimos com agiotas, o que trouxe medo e ameaças de morte para dentro de casa.

O limite emocional e o pedido de socorro

Atualmente, Assíria está afastada das redes sociais e sem acesso ao celular por recomendação médica, visando preservar sua saúde mental após o colapso. No vídeo, que ela classifica como um “pedido de socorro”, a cearense expõe a vulnerabilidade de quem chegou ao limite. O desabafo serve como um alerta urgente sobre a ludopatia (vício em jogos), uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que afeta o sistema de recompensa do cérebro, tornando o indivíduo incapaz de parar, mesmo diante de consequências catastróficas.

Onde buscar ajuda

Para quem enfrenta problemas com jogos de azar ou percebe que o hábito de apostar está saindo do controle, é fundamental buscar auxílio profissional. O grupo Jogadores Anônimos (JA) oferece reuniões de apoio mútuo em todo o Brasil, inclusive com modalidade online. Além disso, é possível buscar atendimento psicológico e psiquiátrico pelo SUS, através dos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), ou entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo número 188, que oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia. O primeiro passo para o recomeço é o reconhecimento da doença e o acolhimento especializado.

Veja o vídeo clicando AQUI

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

Espaço Publicitário

Últimas postagens