MANAUS – O Amazonas vive um momento político atípico. Com a renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza para a disputa das eleições de outubro, a cadeira mais importante do Palácio da Compensa será ocupada por meio de uma eleição indireta. No dia 4 de maio, caberá aos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa (Aleam) decidir quem comandará o estado até o fim deste ano.
A regra do jogo foi oficializada com a sanção da Lei nº 8.162/2026 pelo governador interino Roberto Cidade (União Brasil). Por estarmos nos dois últimos anos do mandato original, a Constituição exige que a escolha não passe pelo voto popular, mas sim pelo crivo dos parlamentares.
Como funciona o “Xadrez das Indiretas”?
Diferente das eleições comuns, o processo é acelerado e acontece dentro do plenário. Confira os pontos principais que vão ditar o ritmo da política amazonense nas próximas semanas:
Voto Aberto: Nada de sigilo. Cada deputado terá que declarar seu voto nominalmente, o que aumenta a pressão e as articulações nos bastidores.
Chapas e Requisitos: Podem concorrer chapas com governador e vice. Os candidatos precisam estar filiados a partidos, ser “Ficha Limpa” e cumprir os requisitos da Constituição. Curiosidade: não é preciso realizar convenções partidárias.
Rapidez Total: O processo não para. Prazos de impugnação e registros correm inclusive em fins de semana e feriados. Se houver pendência na documentação, o candidato tem apenas 24 horas para resolver.
A Hora da Verdade: O Pleito
A eleição está marcada para o dia 4 de maio. Para vencer no primeiro turno, a chapa precisa da maioria absoluta dos votos (pelo menos 13 deputados). Caso ninguém alcance esse número, os dois mais votados vão para o segundo turno no mesmo dia, onde vence quem tiver a maioria simples.
Se houver um empate persistente? O critério de desempate é curioso: vence o candidato mais idoso.
O Mandato Tampão
Os eleitos não iniciam um novo governo de quatro anos. Eles assumem apenas para “completar o serviço” deixado pela chapa anterior, mantendo a máquina pública girando até a posse do governador que será escolhido pelo povo nas eleições gerais de 2026. Até o dia da votação, Roberto Cidade permanece como o chefe do Executivo estadual.





