Manaus | 3 de junho de 2026 | 22:18:53

Justiça concede prisão domiciliar a ex-policial que matou tesoureiro do PT no Paraná

O Tribunal de Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar para Jorge Guaranho, ex-policial penal condenado por matar Marcelo Arruda, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu, em 2022.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Guaranho invadiu uma festa temática do PT e matou Marcelo Arruda por motivações ideológicas, segundo o processo judicial.

Em fevereiro de 2025, ele foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado.

A defesa do ex-policial solicitou a prisão domiciliar e alegou que Guaranho apresenta sequelas neurológicas, oromandibulares e ortopédicas decorrentes de politraumatismo grave.

Segundo os advogados, ele possui hemiparesia esquerda, dor crônica, limitação de movimentos e dificuldades para realizar atividades básicas, incluindo se alimentar, além de episódios frequentes de engasgo.

A Corte analisou os exames apresentados e aceitou o pedido, concedendo o benefício da prisão domiciliar. A decisão foi tomada no dia 17 de março.

O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, quando Marcelo Arruda foi baleado durante a comemoração de seus 50 anos, em uma festa com temática ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.

Durante o julgamento, a defesa alegou legítima defesa e negou motivação política no assassinato.

Ao proferir a decisão no júri, a juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler destacou que o réu utilizou uma arma da União e que suas ações demonstraram intolerância política.

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