Manaus – O Amazonas deu um passo decisivo para a modernização da sua rede de saúde nesta segunda-feira (16/03). Com a inauguração do Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, o estado passa a abrigar uma das maiores estruturas do Brasil dedicadas ao tratamento de doenças do sangue, como leucemias e linfomas. Localizada na Zona Centro-Oeste da capital, a unidade triplica a oferta de leitos e traz uma promessa aguardada há décadas: a realização de transplantes de medula óssea em solo amazonense.
O fim da espera e do isolamento
Para quem enfrenta doenças hematológicas, a inauguração representa mais do que novos leitos; é uma mudança de paradigma. Até então, muitos pacientes precisavam recorrer ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), enfrentando a distância da família para conseguir procedimentos complexos em outros estados.
Com a estrutura de 184 leitos, um salto enorme em relação aos 52 leitos oferecidos anteriormente pela Fundação Hemoam, o hospital foi projetado para centralizar o cuidado de média e alta complexidade. “Teremos a possibilidade de realizar procedimentos aqui mesmo, trazendo segurança para todos”, celebrou João Bithy, presidente da Associação de Hemofílicos do Amazonas.
Retomada e Infraestrutura
A entrega do prédio encerra um ciclo de 12 anos desde o início do projeto original, em 2014. Após anos de obras paralisadas e apenas 25% de execução até 2019, o complexo recebeu um investimento de R$ 58,6 milhões, unindo recursos estaduais e federais para sair do papel e se equipar com o que há de mais moderno em diagnóstico:
Parque Tecnológico: Equipado com tomógrafos, doppler transcraniano e laboratórios de alta precisão.
Terapia Intensiva: 16 leitos de UTI divididos entre público adulto e pediátrico.
Segunda Maior Unidade: Em área construída, o hospital só perde para o Delphina Aziz na rede estadual.
Gestão e Homenagem
O hospital será gerido pela Fundação Hemoam, mantendo o rigor técnico e científico que já é marca da instituição. O custeio anual, estimado em R$ 165 milhões, será garantido pelo Governo do Estado para manter o funcionamento pleno dos serviços, que incluem desde o “hospital-dia” até cirurgias especializadas.
O nome da unidade é um tributo a Idenir de Araújo Rodrigues, servidora que dedicou 44 anos à saúde pública amazonense. Para a família e colegas de profissão, o hospital é a “coroação de uma vida de compromisso ético”, simbolizando o acolhimento que se espera de uma unidade de referência.
Integrado ao Complexo Regulador, o Hospital do Sangue agora abre suas portas para atender pacientes da capital, do interior e comunidades indígenas, consolidando-se como o novo coração do tratamento hematológico na região Norte.





