O caso da morte do cão comunitário Orelha ganhou um novo e importante desdobramento em Florianópolis. Uma professora afirmou ter guardado um objeto que pode ter sido utilizado no ataque brutal contra o animal.
A suspeita é de que se trate de uma haste de sombrinha, que agora deverá passar por perícia.
Segundo reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, o item foi preservado pela professora em endereço não divulgado e pode ajudar a esclarecer definitivamente qual objeto foi usado nas agressões.
A perícia inicial já havia indicado que Orelha sofreu pancadas com objeto rígido, causando graves lesões no crânio e na mandíbula.
O crime ocorreu na madrugada do dia 4 de janeiro, na Praia Brava. Orelha, um cão comunitário conhecido na região, foi encontrado agonizando e morreu após atendimento veterinário. Desde então, o caso mobiliza moradores, protetores de animais e internautas em todo o país.
Adolescentes foram identificados como principais envolvidos nas investigações. Houve mandados de busca e apreensão e medidas cautelares determinadas pela Justiça.
No entanto, até o momento ninguém foi preso, o que tem gerado forte indignação popular.
Nas redes sociais, moradores criticam a demora na responsabilização dos suspeitos e apontam dificuldades impostas pelo trâmite judicial, especialmente por envolver menores de idade, o que exige procedimentos específicos e sigilo legal.
Também circulam questionamentos sobre a condição financeira das famílias dos investigados e se isso poderia influenciar o andamento do processo embora não haja confirmação oficial de qualquer favorecimento.
Enquanto a perícia da possível haste de sombrinha pode representar uma peça-chave para o esclarecimento do crime, a população segue cobrando justiça. Para muitos, Orelha se tornou símbolo da luta contra maus-tratos e contra a sensação de impunidade.







