Manaus | 4 de junho de 2026 | 05:57:31

“Três horas entre a vida e a morte”: O relato de sobrevivência de Edna Silva na enchente de Ubá

Edna de Almeida Silva se agarrou ao poste para sobreviver.

UBÁ, MINAS GERAIS – As imagens que circularam o país mostram apenas um vulto agarrado a um poste em meio à fúria das águas. Mas por trás daquela cena de terror existe um nome, uma história e uma luta hercúlea pela sobrevivência. Em entrevista emocionante ao jornalista Sodré, a empresária Edna de Almeida Silva detalhou os momentos de pavor que viveu durante a inundação que devastou parte da cidade mineira.

A Invasão Repentina

O que começou como uma chuva típica de verão transformou-se em pesadelo em poucos minutos. Edna conta que estava em casa com a família quando a força da natureza rompeu a segurança do imóvel. A água não subiu gradualmente; ela invadiu a residência com violência, arrastando tudo o que encontrava pela frente.

No caos da enxurrada, Edna e seu namorado foram tragados pela correnteza. Separados pela força da água, a empresária conseguiu, em um último esforço, abraçar-se a um poste de iluminação pública, sua única âncora em meio ao caos.

A Resistência no Poste

Foram cerca de 180 minutos de agonia. Enquanto a temperatura caía e a força do rio que se formou nas ruas de Ubá tentava derrubá-la, Edna manteve-se firme.

“Eu lutei pela minha vida ali, segurando com todas as minhas forças”, relembrou a empresária em entrevista.

O resgate veio através da coragem de dois jovens moradores da região, que se arriscaram para alcançá-la e retirá-la da situação de risco iminente.

O Outro Lado da Tragédia: A Esperança e a Busca

Apesar do alívio pelo resgate de Edna, a história ainda carece de um final feliz completo. O namorado da empresária, que foi levado pela água no mesmo instante que ela, permanece desaparecido. As equipes de busca continuam o trabalho na região, enquanto familiares e amigos vivem o angustiante compasso de espera por notícias.

O caso de Edna Silva tornou-se o símbolo da resiliência humana diante de desastres climáticos, mas também um lembrete doloroso da vulnerabilidade das cidades e das vidas que se perdem em questão de segundos.

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