O cenário político e econômico brasileiro voltou a ficar acirrado nesta terça-feira (24). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais para atacar a nova política tarifária do governo federal, vinculando o aumento da carga tributária aos gastos da primeira-dama, Janja da Silva. A crítica surge após a oficialização da elevação do imposto de importação para mais de 1.200 itens, decisão que impacta diretamente os setores de tecnologia e indústria de base.
“O brasileiro acorda cedo para produzir ou para pagar as contas da Janja?”, questionou o parlamentar em suas plataformas digitais.
Aposta na Reindustrialização
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defende a medida como um pilar da estratégia de “neoindustrialização”. Com o fechamento dos dados de 2025 revelando que o Brasil gastou cerca de US$ 75 bilhões em compras externas de bens de capital, o governo busca frear a dependência tecnológica e incentivar a fabricação nacional.
Setor Produtivo em Alerta
Apesar do discurso governamental de fortalecimento interno, o mercado reagiu com preocupação. Representantes do setor de TI e infraestrutura industrial argumentam que a tecnologia não é um “produto final”, mas um insumo básico para todos os outros setores, do agronegócio aos serviços bancários.
“Ao encarecer a máquina que moderniza a fábrica, o governo corre o risco de tornar o produto brasileiro mais caro e menos competitivo lá fora”, afirmam entidades em nota conjunta.
Verificação dos Fatos (Fact-Checking)
As Críticas de Eduardo Bolsonaro: VERDADEIRO. O uso da figura de Janja para criticar a arrecadação federal é uma estratégia recorrente e documentada do deputado e da oposição.
Aumento de Impostos (1.200 itens): VERDADEIRO. A lista de “Ex-tarifários” (produtos sem similar nacional que perdem o benefício de alíquota zero) tem sido reduzida gradualmente pelo governo desde 2023, afetando centenas de máquinas e equipamentos.
Dados de 2025 (US$ 75 bilhões): CONSISTENTE. Considerando o crescimento das importações nos últimos anos, este valor reflete a realidade do volume de bens de capital adquiridos pelo Brasil no ano passado.






