IRANDUBA (AM) – O cenário de descaso com o descarte de resíduos em Iranduba está com os dias contados. Na manhã desta quinta-feira (19), as máquinas voltaram a operar no Km 19 da Rodovia Manoel Urbano (AM-070). A retomada das obras do Parque de Soluções Ambientais foi garantida por uma decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que reconheceu a validade das licenças ambientais da empresa Norte Ambiental.
O Fim da “Era do Chorume”
O projeto não é apenas um novo aterro, mas um marco tecnológico para o Estado. Ao contrário dos lixões tradicionais que contaminam o solo e espalham doenças, o novo Parque foi projetado para ser uma unidade de tratamento inteligente.
Entre as inovações que agora saem do papel, destacam-se:
Impermeabilização total: Proteção absoluta do solo e dos lençóis freáticos.
Economia Circular: Segregação mecanizada para reciclagem e reaproveitamento de materiais.
Energia do Lixo: Produção de biocombustível e geração de energia limpa a partir dos resíduos.
A Batalha Judicial e a Segurança Jurídica
A decisão do desembargador relator foi baseada na robustez documental apresentada pela empresa. O magistrado destacou que a paralisação trazia prejuízos econômicos e sociais graves, visto que o empreendimento possui todas as licenças do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e declarações de viabilidade emitidas pelo município.
Para o magistrado, a continuidade da obra é essencial para garantir o cumprimento das normas ambientais brasileiras, que exigem soluções definitivas e sustentáveis para o lixo urbano.
Impacto na Saúde Pública
Mais do que uma obra de engenharia, o Parque representa um avanço na saúde da população de Iranduba. Com a desativação dos lixões a céu aberto, o município elimina focos de poluição do ar e das águas, além de reduzir drasticamente a proliferação de vetores de doenças.
Com a retomada, o cronograma segue para entregar ao Amazonas o seu primeiro complexo de soluções ambientais totalmente planejado dentro dos padrões de sustentabilidade do século XXI.





