Pretinha vivia como animal comunitário na Praia Brava, em Florianópolis, ao lado de Orelha, com quem mantinha um vínculo inseparável. Após a morte de sua mãe, Pretinha foi “adotada” por Orelha, que passou a protegê-la e acompanhá-la diariamente, tornando os dois um símbolo de companheirismo e fidelidade.
Ela foi resgatada em estado crítico e diagnosticada com insuficiência renal crônica e doença do carrapato (hemoparasitose), além de apresentar fraqueza extrema e complicações sistêmicas.
Pretinha morreu por falência renal (insuficiência nos rins), com agravamento causado pela dirofilariose — uma doença parasitária grave conhecida como verme do coração.
Comovido com a história, o empresário paulista Bruno Ducatti decidiu adotar oficialmente Pretinha, assumindo todos os custos de seu tratamento intensivo, que incluiu sessões de hemodiálise, transfusões de sangue e cuidados veterinários especializados.
Apesar dos esforços da equipe médica e da mobilização em torno de sua recuperação, o quadro de saúde de Pretinha se agravou nos últimos dias, e seu organismo não resistiu às complicações das doenças.
A morte da cadela representa um momento de luto e reflexão para defensores dos animais. Pretinha tornou-se um símbolo nacional de lealdade, resistência e da luta contra os maus-tratos, inspirando campanhas por mais proteção e respeito aos animais.





