Manaus | 4 de junho de 2026 | 07:17:07

O fim do ‘Amazonas dependente’? Proposta quer levar tecnologia da Zona Franca para o campo

O potencial do açaí amazonense: riqueza que nasce nas mãos do ribeirinho e que pode ser o motor da nova agroindústria do Estado. foto: blog Cadeias Produtivas.

O Amazonas vive um paradoxo: detém a maior biodiversidade do planeta, mas sua população ainda depende de alimentos que percorrem milhares de quilômetros para chegar à mesa. Para quebrar esse ciclo de invisibilidade do setor primário, a pré-candidata ao Governo, Professora Maria do Carmo (PL), apresentou nesta quarta-feira (4) uma proposta que pretende fundir os dois mundos econômicos do estado: o tecnológico e o rural.

A “Inteligência” a serviço da terra

A estratégia não é apenas dar ferramentas, mas aplicar a logística e a tecnologia que já funcionam no Polo Industrial de Manaus (PIM) diretamente no interior. A ideia é criar um “casamento” entre a expertise da Zona Franca e o potencial do ribeirinho.

“Há décadas o poder público condena o interior à subsistência. Queremos unir a inteligência da Zona Franca com a força de quem trabalha a terra, transformando o ribeirinho no verdadeiro guardião da floresta através da renda”, afirmou Maria do Carmo.

Do abandono à Agroindústria

A análise do cenário atual é crítica. Em suas passagens pelo interior, a pré-candidata apontou que o abandono do poder público limita o crescimento de quem produz. Para mudar esse quadro, o plano foca na reestruturação do IDAM (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas), transformando o órgão de um braço burocrático em um motor de capacitação técnica.

Os pilares da nova matriz econômica proposta incluem:

Verticalização da produção: Não apenas colher, mas processar o alimento no Amazonas (Agroindústria).

Subsídios estratégicos: Incentivos fiscais para quem empreende no campo, com foco especial na mulher rural.

Autossuficiência: Reduzir a necessidade de importar produtos básicos de outros estados, fortalecendo a segurança alimentar local.

“O Amazonas também é Agro”

O compromisso público assumido pela Professora Maria do Carmo busca posicionar o Amazonas não apenas como um estado que preserva, mas que produz com dignidade. “É uma aliança com quem trabalha a terra. Queremos mostrar que a nossa força pode gerar riqueza, emprego e renda para todos”, finalizou.

Com essa movimentação, o debate eleitoral começa a sair do eixo urbano de Manaus e ganha fôlego nas calhas dos rios, onde o produtor rural espera, há gerações, por uma oportunidade de escala global.

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