Telespectadores afirmam que reportagem minimizou a gravidade do crime e favoreceu os acusados
A exibição da reportagem sobre o caso do cão Orelha no programa Fantástico gerou revolta e críticas entre defensores da causa animal indignados com a emissora que apresentou uma versão diferente divulgada por outros veículos jornalísticos, levantando suspeitas de favorecimento aos acusados.
Telespectadores apontam que a reportagem teria sido “vendida” e veiculada repetidamente por interesses financeiros, distorcendo fatos e minimizando a gravidade do caso. A abordagem adotada pela emissora soou como uma tentativa de amenizar a responsabilidade dos envolvidos e enfraquecer a repercussão pública.
O Fantástico mencionou o caso do cachorro Caramelo, envolvendo jovens que teriam arremessado o animal no mar. Na reportagem, segundo o advogado, os responsáveis teriam alegado que estavam apenas “brincando” com o cachorro e o levaram para beber água uma explicação considerada absurda, já que se trata de água salgada.
Além disso, os telespectadores criticam a reportagem ter afirmado que os jovens flagrados arremessando várias vezes o cachorro Caramelo para dentro de um condomínio não seriam os mesmos acusados pelo crime. Essa versão contradiz imagens de câmeras de segurança, que mostram claramente os acusados praticando maus-tratos contra o animal.
Os vídeos, de acordo com o relato, registram o momento em que os jovens arremessam o cachorro diversas vezes, enquanto um porteiro se aproxima e tenta impedir a continuidade das agressões.Para os Telespectadores, a narrativa apresentada pela emissora não apenas fere a ética jornalística, mas também desrespeita a comoção pública em torno dos casos de maus-tratos a animais.
Ao suavizar a responsabilidade dos envolvidos e apresentar justificativas consideradas incoerentes, a reportagem teria contribuído para a banalização da violência e enfraquecido a luta por justiça. A postura da emissora compromete a credibilidade do jornalismo e causa indignação entre protetores de animais, ativistas e cidadãos que esperam uma cobertura responsável, transparente e alinhada com a verdade dos fatos.





