Manaus | 25 de julho de 2026 | 14:29:34

Amazonas projeta escola própria para profissionalizar navegação e reduzir riscos nos rios

créditos: portal da navegação

MANAUS – Com mais de meio milhão de pessoas utilizando o transporte hidroviário intermunicipal anualmente no Amazonas, a segurança e a qualificação de quem comanda essas embarcações tornaram-se gargalos críticos para a economia local. Para tentar suprir essa demanda, um novo Projeto de Lei (nº 709/2025) propõe a criação da Escola de Aquaviários do Estado do Amazonas (EAA), focada em certificar profissionais que hoje atuam, muitas vezes, de forma empírica.

O gargalo do transporte fluvial

Dados da Arsepam revelam a magnitude do setor: apenas em 2024, 589.121 passageiros transitaram pelos postos de fiscalização de Manaus. Apesar do volume, a formação de mão de obra especializada ainda enfrenta desafios logísticos e de oferta.

A proposta, de autoria do deputado Roberto Cidade (UB), visa estabelecer parcerias com a Marinha do Brasil para oferecer cursos que vão desde marinheiro de convés até pilotos fluviais e mecânicos de manutenção. “Profissionais qualificados são sinônimo de mais segurança e melhor qualidade no serviço prestado à população”, pontuou o parlamentar, que defende a interiorização das oportunidades para reduzir a dependência econômica do Distrito Industrial.

Formação técnica e mercado

A Escola de Aquaviários deve atuar em frentes estratégicas para a realidade amazônica:

Segurança: Treinamentos de sobrevivência e procedimentos de emergência para reduzir sinistros.

Logística: Formação de tripulação para balsas, lanchas de linha e transporte de cargas.

Serviços Essenciais: Qualificação de condutores para lanchas escolares e ambulanchas que atendem comunidades ribeirinhas.

Turismo: Capacitação para o setor de cruzeiros regionais e pesca esportiva.

Próximos passos

Atualmente, a matéria tramita nas Comissões Técnicas da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Se aprovada, a proposta seguirá para votação em plenário e posterior sanção governamental. A expectativa é que a estrutura ajude a formalizar o trabalho de milhares de ribeirinhos que já possuem o conhecimento prático dos rios, mas carecem de certificação oficial para acessar melhores postos de trabalho.

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