Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), desembarcaram na tarde desta quinta-feira (29/01/2026) em Santa Catarina, após uma viagem aos Estados Unidos. Eles foram recepcionados pela Polícia Civil, que apreendeu seus celulares para análise e investigação.
O caso envolve a morte de Orelha, um cão comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era cuidado por moradores da região. Segundo a investigação, o animal teria sido vítima de maus-tratos praticados por um grupo de adolescentes, o que resultou em ferimentos graves e na necessidade de eutanásia.
Além disso, a polícia apura uma suposta tentativa de agressão contra outro cão, conhecido como Caramelo. Os quatro adolescentes identificados como suspeitos respondem por maus-tratos com resultado morte, conforme a legislação vigente.O caso gerou forte comoção nacional e internacional, com protestos e mobilizações em defesa dos direitos dos animais.
Como desdobramento, os pais e um tio de dois dos adolescentes foram indiciados por coação de testemunhas, após ameaças a um vigilante que denunciou o crime.
Por decisão judicial, plataformas digitais foram obrigadas a remover conteúdos que identificassem os adolescentes, em cumprimento às normas que protegem a identidade de menores de idade e priorizam medidas socioeducativas.
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.






