O modelo de “redes sociais gratuitas” da Meta está prestes a ganhar uma camada exclusiva para quem estiver disposto a pagar. Segundo informações reveladas nesta semana, a empresa de Mark Zuckerberg iniciará testes para modalidades de assinatura premium no Instagram, Facebook e WhatsApp nos próximos meses.
Diferente do atual “Meta Verified” (o selo azul), que foca em segurança e identidade, esses novos planos serão voltados para funcionalidade e criatividade. A ideia é oferecer ferramentas que facilitem a vida de criadores de conteúdo e profissionais que usam as plataformas para negócios.
O que os assinantes devem ganhar?
Vazamentos de códigos internos sugerem recursos que muitos usuários pedem há anos, mas que agora podem custar uma mensalidade:
No Instagram: Visualização de Stories em modo oculto, listas de audiência ilimitadas e uma ferramenta nativa para identificar seguidores que não seguem o perfil de volta.
Inteligência Artificial: Acesso a agentes de IA da startup Manus (adquirida por US$ 2 bilhões) capazes de realizar tarefas autônomas e ao Vibes, uma ferramenta avançada de geração e remixagem de vídeos por IA.
Por que cobrar agora?
A pressão financeira sobre a Meta é real. Apesar de ser uma gigante, a empresa perdeu cerca de US$ 300 bilhões em valor de mercado desde agosto. Além disso, aquisições bilionárias, como a da Scale AI por US$ 14,3 bilhões em 2025, geram custos operacionais que a publicidade tradicional já não consegue cobrir sozinha no longo prazo.
Outro sinal dessa busca por lucro é a chegada de anúncios no Threads. Embora Zuckerberg tenha prometido publicidade apenas ao atingir 1 bilhão de usuários, a Meta decidiu antecipar a monetização com a base atual de 400 milhões.
O mercado reagiu bem à notícia das assinaturas: as ações da empresa na NASDAQ subiram mais de 2% logo após o anúncio.





