ALTO SOLIMÕES – A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo PL, Professora Maria do Carmo, deu início nesta semana a uma série de visitas técnicas ao interior do estado. A primeira região escolhida para a agenda de 2026 foi o Alto Solimões, onde a postulante percorrerá oito municípios em um intervalo de quatro dias.
A jornada, intitulada “Mudança em Movimento”, começou na última terça-feira (20) por Tabatinga. Desde então, a pré-candidata já passou por Benjamin Constant, Atalaia do Norte e pelas comunidades indígenas de Belém do Solimões e Umariaçu 2. Segundo Maria do Carmo, a meta é subsidiar a elaboração de seu plano de governo a partir do contato direto com a realidade local.
Críticas ao abandono e foco na gestão
Durante as passagens pelas comunidades, a pré-candidata tem enfatizado o contraste entre o potencial produtivo da região e a falta de serviços básicos. “O objetivo é ouvir as pessoas. Quem melhor para falar o que o Estado precisa do que a própria população?”, questionou Maria do Carmo.
A recepção da pré-candidata contou com o apoio de lideranças políticas e religiosas locais. O vereador Paulo Bardales (PL), de Tabatinga, reforçou as críticas à atual administração estadual. “O interior está abandonado e os problemas se acumulam há anos. Só ouvimos promessas que não se realizam”, afirmou o parlamentar. Já o pastor Gildásio da Silva destacou o perfil técnico da pré-candidata: “O Amazonas precisa desse olhar de quem tem experiência em gestão e trabalha com resultados”.
Demandas urgentes: de asfalto a ensino superior
Nas reuniões com lideranças comunitárias, as queixas mais recorrentes foram a precariedade do asfaltamento, a falta de água tratada e o déficit na saúde pública. No setor educacional, moradores pedem a criação de novas escolas e a ampliação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no interior, visando fixar os jovens em suas cidades de origem.
Em Atalaia do Norte, o líder comunitário Neizomar Miguel expressou o sentimento de descrença com a classe política tradicional. “Não dá mais para acreditar em quem já teve oportunidade e não fez. Ela representa nossa esperança”, desabafou.
Na comunidade indígena Umariaçu 2, que abriga mais de cinco mil integrantes da etnia Tikuna, o ex-cacique Manoel Nery destacou a proximidade da pré-candidata com a base. “Ela teve coragem de enfrentar o sistema e meter o pé na lama conosco nas ruas da comunidade”, pontuou.
Compromisso de campanha
Ao encerrar as atividades nas comunidades indígenas, Maria do Carmo buscou diferenciar sua plataforma da dos adversários, classificando seu projeto como focado em “realização” e não apenas em “poder”.
“Temos um povo que quer trabalhar e produzir, mas que tem sido negligenciado. Não trazemos promessas, mas um compromisso real de trabalho para colocar o Amazonas no lugar de destaque que ele merece”, finalizou a pré-candidata.





