A saga da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Europa ganhou mais um capítulo de incertezas nesta terça-feira (20/01). Em julgamento na Corte de Apelação de Roma, a decisão final sobre o seu retorno forçado ao Brasil foi novamente adiada. Agora, o martelo só deve ser batido em fevereiro, prolongando a espera do Supremo Tribunal Federal (STF) pela ré.
Manobra da Defesa e Estratégia na Itália
O novo adiamento foi motivado por pedidos da defesa, que solicitou a troca dos juízes responsáveis pelo caso. Zambelli, que está presa na Itália desde junho do ano passado, joga todas as suas fichas na justiça europeia. Segundo seu advogado, Fábio Pagnozzi, a ex-parlamentar prefere cumprir pena em solo italiano caso seja condenada por crimes equivalentes por lá, por acreditar que o ordenamento jurídico daquele país seja mais favorável que o brasileiro.
Renúncia e “Perseguição Política”
O caso tomou um rumo dramático em dezembro, quando Zambelli renunciou ao seu mandato de deputada. A estratégia foi clara: tentar convencer os magistrados italianos de que ela é vítima de “perseguição política” no Brasil e, com isso, conseguir a liberdade provisória para responder ao processo de extradição fora da cela. Vale lembrar que, antes da renúncia, a Câmara dos Deputados havia rejeitado cassar seu mandato.
As Condenações no Brasil
O pedido de extradição do STF baseia-se em duas condenações pesadas. A principal delas envolve uma pena de dez anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica.
A acusação aponta que Zambelli, em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto, teria articulado a inserção de documentos falsos no sistema, incluindo um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. Agora, resta saber se a Corte de Roma entenderá que os crimes justificam o envio da ex-deputada de volta para enfrentar a justiça brasileira.








