A decisão do Ministério da Saúde de barrar a inclusão da vacina contra o Herpes Zóster (Shingrix) no Sistema Único de Saúde (SUS) gerou uma onda de críticas nesta semana. O argumento oficial para a negativa foi o “alto custo”, estimado em R$ 5,2 bilhões ao longo de cinco anos. No entanto, para setores da oposição, a justificativa financeira soa contraditória quando comparada às prioridades de gastos da atual gestão federal.
A conta que não fecha
Enquanto idosos e imunossuprimidos ficam sem a proteção contra a doença que causa dores incapacitantes e pode levar à cegueira e surdez, o Governo Federal tem sido alvo de questionamentos por gastos vultosos em áreas não essenciais.
Críticos apontam que o valor negado para a saúde preventiva dos brasileiros poderia ser coberto com o remanejamento de verbas destinadas a:
Publicidade oficial: Que recebeu aumentos significativos no último orçamento.
Custeio de viagens internacionais: Comitivas presidenciais e hospedagens de luxo que somam milhões aos cofres públicos.
Aumento de estruturas ministeriais: A criação de novas pastas e cargos de confiança desde o início do mandato.
O “Custo do Descaso”
Para o cidadão comum, a conta é amarga. Sem a vacina no SUS, o amazonense que desejar se proteger terá que desembolsar cerca de R$ 1.600,00 em clínicas particulares, valor que ultrapassa o salário mínimo nacional.
“É uma questão de escolha política. O dinheiro existe, o que falta é prioridade para quem realmente precisa. Estão economizando na saúde do idoso enquanto esbanjam em Brasília”, afirma o núcleo de oposição no Congresso.
A vacina é considerada a “padrão ouro” pela comunidade médica e já é oferecida de forma pública em diversos países desenvolvidos. No Brasil, o veto do governo empurra a prevenção para o campo do privilégio, onde apenas quem tem alto poder aquisitivo consegue escapar das complicações severas do vírus.






