Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:29:00

PORTAS FECHADAS: EUA suspendem emissão de vistos para brasileiros e outros 74 países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jim WATSON / AFP

O cenário para quem planeja viajar, estudar ou morar nos Estados Unidos sofreu um golpe histórico nesta quarta-feira (14/01). O governo de Donald Trump anunciou a suspensão por tempo indeterminado do processamento de vistos para cidadãos de 75 nações, incluindo o Brasil. A decisão, que pegou a diplomacia internacional de surpresa, é parte de uma ofensiva para reformular o sistema de triagem de estrangeiros.

O que muda a partir de 21 de janeiro?

De acordo com o memorando interno do Departamento de Estado, a partir da próxima quarta-feira (21/01), as embaixadas e consulados americanos estão orientados a pausar as concessões de vistos.

A justificativa central é o conceito de “public charge” (encargo público). O governo americano quer impedir a entrada de imigrantes que, na visão da atual gestão, tenham potencial de depender de benefícios sociais ou assistência governamental, “extraindo riqueza do povo americano”.

Pontos-chave da suspensão:

Países Afetados: Brasil, Rússia, Irã, Nigéria, Somália, Afeganistão, Tailândia, Egito, entre outros (totalizando 75 nações).

Vistos de Imigrante: A suspensão é explícita para vistos de imigração. Para vistos de não-imigrante (turismo e negócios), o cenário ainda é de incerteza, mas o memorando orienta rigor máximo e uso da autoridade legal para negativas baseadas em critérios financeiros.

Critérios de Análise: Autoridades consulares deverão avaliar agressivamente a saúde financeira, proficiência em inglês e até se o solicitante possui dependentes (crianças ou idosos) que possam gerar custos ao estado americano.

Prazo: Indeterminado. A pausa durará até que o Departamento de Estado conclua uma reavaliação total dos procedimentos de segurança e verificação.

Reação e Impacto no Brasil

O Brasil, que mantém uma relação comercial e turística intensa com os EUA, é um dos países mais impactados. Fontes diplomáticas brasileiras relataram choque com a medida, que ocorre em um momento de preparativos para grandes eventos globais, como a Copa do Mundo de 2026 (que terá os EUA como uma das sedes).

Especialistas alertam que a medida pode gerar um “efeito cascata” de cancelamentos de viagens, interrupção de intercâmbios acadêmicos e prejuízos bilionários ao setor de turismo e negócios

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