ANANINDEUA, PA – A morte do jovem Ronald Maia da Silva, de 26 anos, acendeu um alerta nas autoridades de saúde do Pará. O rapaz faleceu na última noite de 2025, vítima de complicações da doença de Chagas. A principal suspeita é que ele tenha contraído o protozoário Trypanosoma cruzi por via oral, ao consumir açaí contaminado.
Sintomas e demora no diagnóstico
De acordo com a família, os primeiros sintomas surgiram ainda no início de dezembro. Ronald buscou atendimento médico em duas unidades de saúde diferentes, mas não recebeu um diagnóstico conclusivo de imediato, sendo liberado para voltar para casa. Com a piora do estado de saúde, ele foi internado no dia 27 de dezembro no Pronto-Socorro da Augusto Montenegro, onde lutou pela vida por sete dias antes de vir a óbito.
Investigação e interdições em Ananindeua
A Prefeitura de Ananindeua confirmou o caso e informou que a Secretaria Municipal de Saúde já iniciou uma investigação epidemiológica para rastrear o local da venda do alimento. Como medida de precaução, alguns pontos de comercialização de açaí no município foram interditados para fiscalização sanitária. A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) também acompanha o caso para confirmar oficialmente a origem da contaminação.
O risco da transmissão oral
A doença de Chagas pode ser transmitida quando o inseto “barbeiro” ou suas fezes são triturados acidentalmente junto com o fruto. Especialistas reforçam que o processo de branqueamento (choque térmico no açaí) é essencial e obrigatório para eliminar o protozoário e garantir que o consumo seja seguro para a população.






