Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:10:01

Malafaia detona Alexandre de Moraes após decisão contra o CFM: “Abuso criminoso”

Pastor Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia elevou o tom das críticas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em vídeo publicado na manhã desta quinta-feira (8). O líder religioso classificou como “abuso criminoso” a decisão do magistrado de anular uma sindicância do Conselho Federal de Medicina (CFM) que apurava possíveis negligências no atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal.

O pivô da discórdia: A autonomia médica

A controvérsia começou após o CFM determinar que o CRM-DF investigasse denúncias de que Bolsonaro estaria sofrendo negligência médica enquanto detido na Superintendência da PF em Brasília. Moraes não apenas suspendeu a investigação, como ordenou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, preste depoimento à Polícia Federal.

Em seu vídeo, Malafaia argumentou que Moraes interferiu em uma autarquia profissional que possui normas próprias:

“Qualquer médico no país, seja militar, civil ou da PF, está sujeito às normas do Conselho. O médico de Bolsonaro é quem determina a conduta terapêutica, e não o médico perito da PF”, disparou o pastor.

“Ditador” e “Fora da Lei”

Malafaia não poupou adjetivos ao magistrado, afirmando que Moraes age como um “ditador” que não respeita a Constituição e faz tudo “a seu bel-prazer”. Segundo o pastor, a obrigação legal do Conselho é investigar qualquer denúncia protocolada, e a suspensão dessa prerrogativa seria um ataque direto à classe médica brasileira.

Pressão sobre as Instituições

Ao final do vídeo, o pastor fez um apelo público às autoridades e ao Senado, questionando até quando o magistrado continuará a tomar decisões que, segundo ele, jogam a “reputação do STF na lata do lixo”.

A decisão de Moraes gerou forte reação nas redes sociais entre apoiadores do ex-presidente, que alegam perseguição política, enquanto juristas favoráveis à medida argumentam que o Conselho não poderia interferir em protocolos internos da Polícia Federal sem autorização judicial.

Veja o vídeo clicando AQUI

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