BRASÍLIA – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na tarde desta terça-feira (6) o pedido de transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro para um hospital privado. A solicitação havia sido feita pela defesa após o ex-presidente sofrer uma queda durante a madrugada na cela onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal.
O parecer técnico
A decisão de Moraes foi fundamentada em um laudo médico pericial realizado por profissionais da própria Polícia Federal. Segundo o documento, Bolsonaro apresenta quadro clínico estável e as lesões decorrentes da queda foram classificadas como “leves”, não justificando, no momento, o deslocamento para uma unidade de saúde externa.
O ministro destacou em seu despacho que:
Estrutura interna: O atendimento prestado no local é suficiente para garantir a integridade física do detento.
Critério de necessidade: A saída de presos do regime fechado para hospitais externos só deve ocorrer em casos de urgência comprovada ou quando o tratamento for impossível dentro do sistema.
Monitoramento: Moraes determinou que a equipe médica da PF continue o monitoramento constante nas próximas 24 horas.
Reação e histórico recente
O pedido de transferência causou grande movimentação entre aliados e familiares. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o ex-presidente teria tido um mal-estar súbito antes de cair. O episódio ocorre em um momento delicado, apenas cinco dias após Bolsonaro ter recebido alta hospitalar por conta de cirurgias realizadas no início do ano.
Para a defesa, a negativa representa um risco à saúde do ex-presidente, dada a complexidade de seu histórico clínico. Já para setores do Judiciário, a decisão segue estritamente os protocolos de segurança e isonomia aplicados a qualquer detento do sistema federal.
Exames complementares
Embora tenha negado a internação imediata, Alexandre de Moraes autorizou que médicos particulares visitem o ex-presidente na cela para uma avaliação independente. Caso novos exames de imagem sejam considerados indispensáveis após essa visita, eles deverão ser solicitados formalmente ao STF para análise de escolta e logística.






