NOVA YORK – Sob forte esquema de segurança, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta segunda-feira (5) perante a Corte Distrital de Manhattan. O casal declarou-se “inocente” de todas as acusações formais de crimes envolvendo tráfico internacional de drogas e posse de armas de fogo apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Durante a audiência, presidida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, Maduro manteve uma postura confiante. “Sou um homem decente”, afirmou ao magistrado. Em um momento de tensão política, o venezuelano reiterou sua legitimidade perante o tribunal norte-americano: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.
Operação de Captura e Estado de Saúde
A defesa de Cilia Flores trouxe detalhes alarmantes sobre a captura do casal, ocorrida no último fim de semana em território venezuelano durante uma operação militar dos EUA. O advogado Mark Donnelly afirmou que Flores sofreu ferimentos graves na ação, sugerindo possíveis fraturas nas costelas e hematomas severos. Foi solicitada uma avaliação médica imediata e física para a acusada.
Próximos Passos Judiciais
O juiz Hellerstein, magistrado experiente de 92 anos, concedeu ao casal o direito de receber visitas de representantes do Consulado da Venezuela. Os principais pontos do cronograma jurídico agora são:
Análise de Ilegalidade: A defesa deve apresentar, nos próximos dias, um questionamento formal sobre a legalidade da prisão e da soberania da operação em solo estrangeiro.
Nova Audiência: O magistrado determinou o retorno de Maduro ao tribunal para o dia 17 de março.
Reações em Caracas
Enquanto Maduro permanece sob custódia em Nova York, o governo em Caracas tenta demonstrar estabilidade. Jorge Rodríguez foi reconduzido à presidência da Assembleia Nacional e o filho de Maduro, em comunicado oficial, afirmou que “a Venezuela não vai se render”, elevando o tom da retórica nacionalista contra a intervenção americana.






