Manaus | 3 de junho de 2026 | 01:04:43

“Ditadura é fome e medo”: Maria do Carmo celebra queda de Maduro

Pré-camdidata o governo do estado, Maria do Carmo. foto: assessoria MC

MANAUS – A captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação coordenada pelos Estados Unidos neste sábado (03), ecoou imediatamente na política amazonense. A Professora Maria do Carmo (PL), pré-candidata ao Governo do Amazonas, manifestou-se sobre o caso, classificando a ação como uma resposta necessária a um poder opressor e traçando um paralelo contundente entre o regime venezuelano e o que chamou de “velha política” no estado.

O Reflexo da Crise Venezuelana no Amazonas

Maria do Carmo destacou que o Amazonas sentiu na pele os efeitos da gestão de Maduro, recebendo milhares de refugiados que cruzaram a fronteira fugindo da miséria.

“Ditadura não é conceito distante. Ditadura é fome, medo e silêncio imposto no dia a dia. Famílias inteiras atravessaram fronteiras com filhos no colo porque um presidente decidiu que se manter no poder era mais importante do que o próprio povo”, avaliou.

A pré-candidata criticou o que chamou de “cegueira deliberada” de parte da classe política que, durante anos, tratou a situação da Venezuela apenas como uma disputa ideológica, enquanto milhões sofriam com a escassez de remédios e comida.

Alerta Contra a “Velha Política” Regional

O ponto mais forte do pronunciamento foi a comparação direta entre o regime chavista e o sistema político vigente em cidades do interior do Amazonas. Para a professora, o coronelismo ainda imposto por lideranças locais guarda semelhanças com métodos ditatoriais.

Centralização de Poder: Segundo ela, o grupo que comanda o estado há décadas age para sufocar alternativas políticas.

Intimidação: Maria do Carmo afirmou que a velha guarda política amazonense “reage com agressividade quando é questionada”, assemelhando-se a sistemas de controle autoritário.

“O povo quer voz”

Finalizando seu posicionamento, a pré-candidata afirmou que a queda de Maduro simboliza um momento de esgotamento social que também estaria presente no eleitor amazonense. “Assim como na Venezuela, o povo do Amazonas não quer tutela, quer voz, respeito e futuro. Quando um povo decide falar, não há poder que consiga calar”, defendeu.

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