O fechamento das contas do governo federal em 2025 acendeu o sinal de alerta e tornou-se combustível para duras críticas da oposição. Com um rombo acumulado de R$ 83,8 bilhões até novembro, segundo dados do Tesouro Nacional, a gestão do presidente Lula (PT) foi alvo de um duro posicionamento da Professora Maria do Carmo (PL), pré-candidata da direita ao Governo do Amazonas.
Nesta sexta-feira (02/01), Maria do Carmo utilizou suas redes sociais para classificar a administração petista como um “desgoverno” que sacrifica o contribuinte para manter gastos descontrolados. “A esquerda fala em povo, mas governa no vermelho e deixa a conta para o trabalhador brasileiro pagar”, disparou a professora.
O “efeito cascata” no Amazonas
Para a pré-candidata, o déficit registrado em Brasília não é apenas um número abstrato, mas uma realidade que compromete a ponta do serviço público no Amazonas. Segundo Maria do Carmo, a falta de responsabilidade fiscal tem impacto direto na qualidade de vida do amazonense.
“Déficit é isso. É gastar sem responsabilidade e depois fazer discurso bonito fingindo surpresa. Quando o governo erra em Brasília, falta médico aqui. Falta remédio no posto, falta estrada no interior e falta segurança nas ruas”, pontuou.
Radiografia do prejuízo
Os números que sustentam a crítica mostram o pior resultado para o período desde 2023. A análise técnica aponta dois fatores críticos:
Queda na Receita: A receita líquida do governo caiu 4,8% em termos reais.
Explosão de Gastos: Somente em novembro, as despesas somaram R$ 187,1 bilhões, uma alta real de 4,0%.
Maria do Carmo comparou a gestão pública a uma economia doméstica mal administrada, onde o gestor gasta o que não tem e empurra a dívida para os familiares. “Na nossa casa, se a gente errar, a luz corta. No desgoverno do Lula, quem fica no prejuízo é o povo”, comparou.
Conscientização e pré-campanha
A professora tem intensificado seu discurso de conscientização política, reforçando que o papel do representante público é servir ao eleitor, e não ao projeto de poder de aliados. “Mudar é urgente. Mudar só depende da gente”, concluiu a pré-candidata, que aposta na pauta da austeridade e da eficiência administrativa como pilares de sua caminhada ao governo estadual.
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