BRASÍLIA – A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reagiu com dureza nesta quarta-feira (31) ao editorial da revista britânica The Economist, que sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não dispute a reeleição. Gleisi classificou as críticas à idade do presidente como um pretexto para defender interesses do sistema financeiro.
Defesa da Saúde e Vitalidade
Lula, que completou 80 anos em outubro de 2025, foi o alvo central da publicação estrangeira, que comparou sua situação à desistência de Joe Biden nos Estados Unidos. Gleisi, no entanto, rechaçou qualquer sinal de fragilidade.
“O verdadeiro risco que a reeleição do presidente Lula representa para a The Economist nunca foi a idade de um líder cheio de vitalidade e que cuida muito bem da saúde”, escreveu a ministra em suas redes sociais.
Críticas ao “Mercado” e ao Sistema Financeiro
Para a ministra, a recomendação da revista não possui motivação biográfica ou de saúde, mas sim ideológica e econômica. Gleisi afirmou que a publicação representa o “sistema financeiro global” e que o temor real seria a continuidade de políticas voltadas para o aumento do emprego, dos salários e da justiça tributária.
A ministra argumentou que a revista prefere um modelo que submeta o Brasil aos “mandamentos do mercado”, abandonando as políticas públicas que marcaram o terceiro mandato de Lula.
O Fator Tarcísio de Freitas
O editorial da The Economist citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um nome promissor da direita para 2026. Sobre esse ponto, Gleisi foi incisiva ao dizer que o apoio da revista ao governador não visa o “bem do Brasil”, mas sim interesses que divergem das necessidades do povo brasileiro.
A declaração de Gleisi sinaliza que o governo pretende transformar as críticas sobre a idade de Lula em uma narrativa de resistência contra o setor financeiro internacional, blindando o presidente para a disputa que se aproxima.






