Manaus | 4 de junho de 2026 | 06:09:51

Xeque-mate no STF? Acareação de Toffoli coloca Alexandre de Moraes no centro de escândalo bilionário

Alexandre de Moares e Viviane Barci de Moraes

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) vive horas de tensão máxima. Em pleno recesso judiciário, o ministro Dias Toffoli ignorou os apelos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e manteve para esta terça-feira (30/12) a acareação que pode selar o destino político do ministro Alexandre de Moraes. O caso, que envolve o falido Banco Master e um contrato astronômico com a família do magistrado, transformou-se em uma “bomba relógio” para a Suprema Corte.

O Contrato de R$ 129 Milhões

O estopim da crise foi a revelação de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Investigadores da Polícia Federal encontraram no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, mensagens indicando que os pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões eram tratados como “prioridade absoluta”, mesmo com a instituição à beira do colapso.

Embora o ministro negue qualquer irregularidade e afirme que o contrato não envolvia processos no STF, a oposição no Congresso classifica o valor como “inexplicável” para serviços de consultoria, alimentando as suspeitas de tráfico de influência.

Pressão sobre o Banco Central

A polêmica ganhou novos contornos com a denúncia de que Moraes teria ligado seis vezes em um único dia para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para interceder em favor do Master. A suspeita é de que o ministro tentou evitar a liquidação da instituição ou facilitar sua venda para o BRB (Banco de Brasília).

Moraes defende-se alegando que os contatos trataram exclusivamente da aplicação da “Lei Magnitsky” (sanções internacionais) e que as acusações são uma “guerra de narrativas” da extrema-direita.

A Acareação Decisiva

Nesta terça-feira, o clima promete esquentar. Toffoli colocará frente a frente:

Daniel Vorcaro: O banqueiro preso na Operação Compliance Zero (atualmente de tornozeleira).

Ailton de Aquino: Diretor de Fiscalização do Banco Central, cujos depoimentos anteriores contradizem a versão de Vorcaro.

Paulo Henrique Costa: Ex-presidente do BRB.

O objetivo é esclarecer se houve, de fato, pressão política vinda do STF para salvar o Banco Master. No Congresso, a pressão é pelo “impeachment imediato”, e o senador Eduardo Girão já anunciou que possui as assinaturas necessárias para a CPI do Banco Master, prometendo paralisar o país em janeiro.

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