Manaus | 23 de julho de 2026 | 18:46:33

Defesa de Roger Abdelmassih alega risco de “morte súbita” para tentar tirá-lo da cadeia

O médico Roger Abdelmassih no retorno ao Brasil em 2014, após ser preso no Paraguai, onde viveu foragido por três anos

TREMEMBÉ (SP) – O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 173 anos de prisão pelo estupro de dezenas de pacientes, tenta novamente deixar a Penitenciária II de Tremembé. A defesa do criminoso protocolou pedidos de “prisão domiciliar humanitária”, alegando que ele corre risco iminente de morte devido a problemas cardíacos gravíssimos.

A petição, assinada por sua esposa e advogada, Larissa Sacco Abdelmassih, afirma que o estado de saúde do ex-médico de 82 anos se agravou drasticamente. O documento cita “insuficiência coronariana grave” e a necessidade de um marcapasso, sustentando que Abdelmassih estaria sob risco de “morte súbita” caso permaneça em regime fechado.

MP se manifesta contra Apesar dos argumentos da defesa, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) já se posicionou contra a soltura. O órgão apresentou laudos médicos da própria unidade prisional que atestam que o detento está em “regular estado geral”, recebendo toda a medicação e cuidados necessários dentro da cela. O MP reforça que a estrutura da penitenciária é suficiente para manter o quadro de saúde estável, barrando, por ora, a tentativa do ex-médico de voltar para casa.

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