O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, subiu o tom após ser alvo de busca e apreensão na Operação Galho Fraco. Em um posicionamento marcado pelo desafio e pela retórica política, o parlamentar afirmou que não irá retroceder e classificou a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma tentativa de enfraquecer o movimento conservador no Brasil.
Durante entrevista coletiva, Sóstenes não apenas justificou os R$ 430 mil encontrados em seu flat (alegando venda de imóvel), mas focou em atacar a motivação da operação autorizada pelo ministro Flávio Dino.
Narrativa de Perseguição
Para o líder do PL, a investigação sobre o suposto desvio de cotas parlamentares não tem fundamentos jurídicos e serve como uma ferramenta política.
“Não basta prender um inocente. Eles querem limpar e extirpar a força que a direita e os conservadores temos, tentando nos manchar com a lama deles, que é a da corrupção”, declarou o deputado.
Desafio às Instituições
Sóstenes mandou um recado direto aos investigadores e ao Judiciário, sinalizando que a operação pode ter o efeito contrário ao desejado, fortalecendo sua postura de oposição.
Inexistência de nexo: O parlamentar afirmou que a investigação não tem “nexo nenhum” e que sua consciência está tranquila.
Resistência: “Se acharam que a gente ia retroceder, bateram na porta errada. Vamos continuar firmes”, pontuou.
O posicionamento de Sóstenes foi ecoado por outros líderes da direita, como o pastor Silas Malafaia, que veem na operação um “cerco” aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto a PF analisa os materiais apreendidos, o embate político entre o Legislativo e o Judiciário ganha novos contornos de confronto direto.






