Manaus | 4 de junho de 2026 | 08:31:16

Audiência ‘A Rota do Crime’ em Manaus tem participação de Maria do Carmo, que cobra mais rigor judicial

foto divulgação

O desafio da segurança pública no Amazonas foi tema de um debate de alto nível na Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta sexta-feira (12). A audiência pública “A Rota do Crime: Quem manda no Amazonas? O Estado ou as Facções?” contou com a participação da Professora Maria do Carmo (PL), reitora universitária e pré-candidata ao Governo do Amazonas, que utilizou o evento para enfatizar a necessidade de uma resposta firme do poder público.

O debate, presidido pelo vereador Coronel Rosses (PL), expôs a fragilidade do Estado diante da expansão das facções, que utilizam os rios amazônicos como rotas estratégicas para o tráfico e a economia ilegal.

Integração e Foco na Solução

Em seu posicionamento, Maria do Carmo parabenizou a iniciativa da Comissão de Segurança Pública e sinalizou total abertura para que as conclusões do debate se transformem em ações concretas em seu futuro plano de governo.

“Daqui, certamente, sairão ótimas soluções e me coloco à disposição para reforçar as medidas viáveis em nossos projetos”, afirmou a pré-candidata.

Ela destacou a urgência de reverter os índices de violência no Estado, defendendo que a mudança real exige compromisso político para fortalecer as polícias e, principalmente, combater o narcotráfico.

“Rigor da Justiça”

Um dos pontos de maior impacto de sua fala foi a cobrança por uma atuação mais severa do sistema de Justiça. Compartilhando sua experiência pessoal como vítima de violência, a Professora Maria do Carmo foi incisiva:

“Não se pode ter benevolência com criminosos. Bandido precisa ser punido com o rigor da justiça”, pontuou.

A defesa por maior rigor judicial e pela integração efetiva entre as forças de segurança, incluindo Polícia Federal, polícias estaduais, Ministério Público e Judiciário – foi uma tônica de sua participação, ecoando as cobranças dos especialistas presentes.

Descapitalização do Crime

A audiência consolidou várias recomendações técnicas, como a urgência de descapitalizar as facções, atacando a lavagem de dinheiro e rastreando ativos (como o ouro) em setores vulneráveis. Ao se colocar à disposição para incorporar tais medidas, a Professora Maria do Carmo indica a intenção de construir uma agenda de segurança baseada em inteligência e rigor estrutural.

O evento reforçou que o desafio da segurança no Amazonas deixou de ser meramente policial para se tornar uma questão de governança e disputa de território contra o crime organizado.

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